"A palavra não foi feita pra enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita pra dizer."
Graciliano Ramos

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

UM SONHO LINDO



Eu preciso te falar,
te encontrar de qualquer jeito.
Pra sentar e conversar,
depois andar de encontro ao vento.

Eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia
e na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia.
Eu preciso te tocar e outra vez te ver sorrindo.
Te encontrar num sonho lindo.

Já não dá mais pra viver um sentimento sem sentido.
Eu preciso descobrir a emoção de estar contigo.
Ver o sol amanhecer e ver a vida acontecer.
Como num dia de domingo.

Faz de conta que ainda é cedo.
Tudo vai ficar por conta da emoção.

Faz de conta que ainda é cedo,
e deixa falar a voz do coração...


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

VEJA BEM, MEU BEM

"Essa é show de bola! Simplesmente: Marcelo Camelo."



Veja bem, meu bem.
Sinto te informar que arranjei alguém
pra me confortar.
Este alguém está quando você sai.
E eu só posso crer, pois sem ter você
nestes braços tais.

Veja bem, amor.
Onde está você?
Somos no papel, mas não no viver.
Viajar sem mim, me deixar assim.
Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.

Enquanto isso, navegando vou sem paz.
Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.

E eu nunca vou te esquecer amor.
Mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.

Veja bem além destes fatos vis.
Saiba, traições são bem mais sutis.
Se eu te troquei não foi por maldade.
Amor, veja bem, arranjei alguém
chamado saudade.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Tabalhando...

Que cansaço. Que estress, correria, agonia em tentar controlar o tempo pra fazer todas as tarefas do dia.
E esse barulho?
Carro, moto, indo e vindo.
Caminhão descarregando.
Fax, celular, impressora.
Todo mundo falando, perguntando.
Os vendedores com suas chatices de praxe, sem contar com as piadas sem graça e as cantadas mal elaboradas. Dos clientes também, as absurdas vão de elogiar meus olhos até chamar meu pai de sogro. Claro que não se compara àquela que o sujeito falou baixinho (me obrigando a aproximar) que "o calor da minha áurea" estava deixando "o corpo dele quente". Palhaçada. Não sabia onde enfiava a cara naquela hora. Mas não sabia mesmo era onde enfiava a vontade de mandá-lo se danar.
Mas isso não vem bem ao caso.
aff...
"profissionalismo"
Ter que abrir os dentes e dar atenção às pessoas que custam horas e não se decidem, quando eu só quero mesmo é ir pra casa dormir.
E esses pedidos que chegam todo troncho.
A porcaria do cartel, tanta opção mas falta de escolha.
O contador que só aparece uma vez por mês - na data do pagamento do salário.
Esse danado saldo dos cartões de crédito/debito que eu não consigo controlar, não sei bem pra onde vão e me deixam com a pior sensação do mundo: a de ser enganada.

(((trinnn.... trinnn....)))

"Por favor, posso falar com a responsável, Srtª Aline?"

Responsável...
Responsável por ocasionar as broncas? Porque elas sempre caem pra cima de mim.

"Estamos oferecendo a sua empresa um limite de crédito especial!"

Traduzindo:

"Vamos lhe dar grana e você se lasca pra pagar depois, porque essas condições especiais só são mesmo pra te roubar, babaca."

Devo mesmo ser uma babaca...
Que vez e outra esquece de pagar as contas, que se "embanana" nos cheques pré-datados (odeio cheques) e perde a agenda três vezes por dia!


Que cansaço. Que estress, correria, agonia...

Eu amo meu trabalho!


:D

domingo, 10 de janeiro de 2010

Fora dos Planos

Não sei bem como tudo começou.
Sei que foi um encanto a primeira, uma mágica que conseguiu me hipnotizar.
Talvez tenha sido pelo seu jeito seguro, firme.
Ou por você estar do outro lado, e eu, apesar de denominada previsível, com a minha mania de gostar tanto do incomum.
Ou pela sua maneira de sorrir que lhe desvendava e me tinha pouco a pouco...

Nada muito duradouro (pelo menos eu pensava).
Tinha tanta certeza que era uma admiração excessiva que nem ao menos planejei levar nada adiante.

Mas o que fazer se meus pensamentos quase ou nada inocentes ansiava teus beijos.
Se tua forma primeiramente austera não me fazia de forma alguma desistir.
Se eu engendrava esperanças nos teus gestos que eram arquitetados de forma igual pra todos, mas eu fantasiava.
Se em dois copos de vinho e um excesso de alegria, pelo telefone eu declarava tudo.
Se aqueles beijos curtos e rápidos em breves momentos que me tiravam o fôlego pelo resto da semana não trouxeram contemporâneos.

Planos furados. Planos que nunca dão certo, que nunca se deixam controlar.

Culpa das minhas escolhas involuntárias.
Culpa desse insistente sentimento platônico, constante, progressivo.
Que com uma certa audácia só tende a aumentar.
O que agora me tira o sono.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

TOLERÂNCIA (À uma pessoa especial. A qual faz um ano que não vejo. A qual eu tenho esperanças de encontrar a cada esquina...)

Como água no deserto
Procurei seu passo incerto
Pra me aproximar

A tempo

O seu código de guerra
E a certeza que te cerca
Me fazem ficar atenta

Não me importa a sua crença
Eu quero a diferença
Que me faz te olhar
De frente

Pra falar de tolerância
E acabar com essa distância
Entre nós dois

Deixa eu te levar
Não há razão e nem motivo
Pra explicar


Que eu te completo
E que você vai me bastar

Tou bem certa de que você vai gostar
Você vai gostar

Como lava no oceano
Um esforço sobre-humano
Pra recomeçar
Do zero

Se pareço ainda estranha
Se não sou do seu rebanho
E ainda assim
Te quero


É que o amor é soberano
E supera todo engano
Sem jamais perder
O elo

E é por isso que eu te espero
E já sinto a mesma coisa em seu olhar



Simplesmente: Ana Carolina

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

FALTA

Na cabeça, na memória
Lembranças que aparecem
ordens pro coração.

Na fantasia do querer
que camufla
engana
encanta
Mas não ameniza a dor
que chega
invade
permanece

Porque metade de mim
É ausência
E a outra és tu.

Line Moraes